30 agosto, 2012


Às vezes me espanto e me pergunto como pudemos a tal ponto mergulhar naquilo que estava acontecendo, sem a menor tentativa de resistência. Não porque aquilo fosse terrível, ou porque nos marcasse profundamente ou nos dilacerasse — e talvez tenha sido terrível, sim, é possível, talvez tenha nos marcado profundamente ou nos dilacerado — a verdade é que ainda hesito em dar um nome àquilo que ficou, depois de tudo. Porque alguma coisa ficou. — 

                                                                                                                    Caio Fernando Abreu

29 agosto, 2012


"Temos amnésia da leveza, pois deduzimos que virá mais e mais no dia seguinte. Não criamos álbuns de nossas gargalhadas, mas recortamos as cenas rancorosas e amargas como se fossem definitivas e esclarecedoras."

                                                                                                                                    Fabrício Carpinejar


Você que apareceu na minha história pelo fim e agora veio prá ficar.
Que quando eu via tudo em preto e branco, sem jardim, insiste em me acordar.
Você teia de aranha no meu disco voador.
A letra da minha canção.
Viagem de cometa, minha escolha, meu amor.
A dona do meu coração.
Meu gol no campeonato, meu esporte radical, as cordas desse violão.
Os pratos da balança, o meu ponto final, palavra sem definição.
Você que trouxe a vida para o meu coma interior, fez tudo se reacender.
A letra "a" do nome, toda forma de amor, o medo que me dá prazer.

Te amo Melhor.


Chuva... que saudade de você.
Lavando a minha alma, minhas dores e fraquezas. Levando com a água que desce ladeira abaixo todo o não eu que mora em mim.


28 agosto, 2012



"Então me diz alguma coisa, bate aqui de madrugada pra lembrar daquele tempo.
Pra sempre ou só por um momento"








Ah vida real... como é que eu troco de canal?




Não te quero por um dia, não te quero maquiando assim a minha dor. Ou me ama, ou não me ama. Não chantageie meus sentimentos, não os deixe perdidos assim. Sem saber qual é a hora de sorrir ou a hora de partir.
Você me mata, me enterra, e depois, leva flores ao meu túmulo.
Se me ama, por que então não fica apenas com o amor? Por que insiste em cultivar também a minha dor?
Em corações cheios de amor, não há espaço para também a dor.

27 agosto, 2012



"Faz de conta que ainda é cedo"
Estas lágrimas sucessivas não são um bom sinal. O sorriso virou visita em nossa vida. Tua irritação não é normal assim, não é normal quando se faz tão presente.
Quando foi que nos perdemos?
Não adianta fechar os olhos. Tentar fingir que nada está acontecendo não vai resolver tudo o que está acontecendo. 
Por que não levou o amor que sinto por você para o mesmo lugar que levou a tua sensibilidade, o teu carinho, tua preocupação, teus beijos, tuas provas de amor? 
Antes de partir de vez com todos os meus sonhos, peço que venha buscar este absurdo amor que deixou dentro do meu peito.
Sinto-me perdida, não sei mais quem sou eu, ou por que estou usando estas roupas. Tudo parece não ser meu.
Quero proteção e cuidado, quero emoção, amor. Quero tudo o que me prometeu.
Estamos em sintonias diferentes. Talvez, sentimentos desiguais. 
Agora, é "coisa sem sentido" para você. E até mesmo você percebeu que não devia ter dito isto. Mas você disse amor. Você não soube fingir o teu desprezo, a tua verdade.
E a partir daí, não existia mais a emoção dos dois. Não fazia mais sentido ver esta "coisa sem sentido". Senti mais desprezo do que você sentiu. Naquele momento, existia apenas um coração totalmente partido. E outro voando livremente com duas asas intactas. 
Não adiantava mais, á tarde ficou irremediavelmente perdida. Ou a nossa vida juntos. O tempo dirá. Os dias se encarregarão de nos mostrar.

23 agosto, 2012




"Estou perdida, sei que estou. Cega para assuntos banais.

Problemas no cotidiano eu já não sei como resolver.
Sob um leve desespero, que me leva, que me leva daqui."