Nada me adoeceria mais do que ouvir da tua boca que não foi o que você espervada. Quando tudo o que imaginei durante todos esses anos, foi que você pensasse que tivesse sido mais do que você pudesse esperar. E descubro que não foi.
Afirmo ser verdadeiro o que tenho pavor em pensar que você possa imaginar. No intuito de ser desmentida, desmascarada, na vontade que você diga que estou errada, que tudo é diferente.
Mas, e quando você concorda? E quando aproveita minha falsa afirmação para expor suas verdades?
Fez meus ouvidos pedirem arrego quando sua boca agiu como se estivesse embriagada, disparando verdades absurdas, dizendo que esperava mais. Palavras cortantes, decepcionantes, pronunciadas com calma, clareza e pela primeira vez, com carinho. Carinho que já não me importava.
Mas me diga, foi pouco lhe entregar todos os meus sonhos e meus momentos?
Agora vem você me dizendo que o erro foi teu. E eu que nunca imaginei que houvesse um erro naquele conto de fadas.

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